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Eleições 2026

Bastidores revelam origem do racha político em Vitória da Conquista

Durante o programa Giro Baiana, transmitido pela Rádio Baiana (89,3 FM) e pela BNEWS TV em Salvador, o radialista Deusdete Dias analisou o cenário político de Vitória da Conquista após o lançamento da candidatura de Wagner Alves, marido da prefeita Sheila Lemos, para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Segundo ele, a decisão da prefeita de apoiar o marido sem articulação prévia com aliados provocou rupturas imediatas na base governista.

No entanto, os comentários sobre a origem mais profunda do racha não vieram de Deusdete, mas sim dos bastidores da política local. Lideranças de Conquista afirmam que o desgaste começou ainda em 2022, logo após as eleições, quando compromissos firmados com partidos aliados não foram cumpridos. Essa falta de retorno teria gerado insatisfação entre figuras que apoiaram Sheila, especialmente partidos como Republicanos e PSDB, que esperava maior valorização dentro da gestão municipal.

De acordo com relatos, “desde que acabou a disputa política começou um racha. Não houve a honra dos compromissos com o grupo político que estava aliado. Muitas lideranças e partidos ficaram sem o retorno esperado”. Essa percepção reforça que o atual cenário é resultado de uma sequência de frustrações acumuladas desde 2022, provavelmente intensificadas pela entrada de Wagner Alves na disputa.Entre os reflexos mais visíveis estão o rompimento da parceria com o deputado estadual Tiago Correia e o vereador Diogo, que agora atuam juntos em uma dobradinha eleitoral. Além disso, o vice-prefeito Aloísio Alan também se afastou politicamente ao apoiar a candidatura de sua esposa, Lara Fernandes, em parceria com o deputado federal Márcio Marinho.Esse processo de fragmentação é acompanhado de perto por ACM Neto, principal liderança do União Brasil na Bahia, já que a divisão em Conquista pode impactar diretamente a campanha majoritária de 2026.

Com mais de 264 mil eleitores, Vitória da Conquista é o terceiro maior colégio eleitoral da Bahia. Por isso, cada fissura política local ganha relevância estadual. O racha iniciado em 2022, provavelmente intensificado pela candidatura de Wagner Alves, mostra que a disputa de 2026 será marcada por alianças fluidas e pela necessidade de recomposição de forças.

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