{"id":21159,"date":"2026-07-30T16:41:55","date_gmt":"2026-07-30T19:41:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.didasantos.com.br\/v1\/?p=21159"},"modified":"2026-07-30T16:41:55","modified_gmt":"2026-07-30T19:41:55","slug":"brasil-bate-recorde-de-feminicidios-pelo-quarto-ano-seguido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.didasantos.com.br\/v1\/2026\/07\/30\/brasil-bate-recorde-de-feminicidios-pelo-quarto-ano-seguido\/","title":{"rendered":"Brasil bate recorde de feminic\u00eddios pelo quarto ano seguido"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header pos-rel\">\n<div class=\"read-details\">\n<div class=\"entry-header-details af-cat-widget-carousel\">\n<h1 class=\"entry-title\"><span style=\"font-size: 16px; font-weight: 400;\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"color-pad\">\n<div class=\"entry-content read-details\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil registrou em 2025 o maior n\u00famero de feminic\u00eddios desde que o crime foi tipificado em 2015. Foram 1.571 mulheres assassinadas por raz\u00f5es de g\u00eanero, segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. O n\u00famero representa uma alta de 4% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 e consolida uma tend\u00eancia preocupante: pelo quarto ano consecutivo, o pa\u00eds bate recorde nesse tipo de crime.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados alarmantes<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M\u00e9dia di\u00e1ria: quatro mulheres mortas por feminic\u00eddio.Propor\u00e7\u00e3o: 44,4% das mulheres assassinadas foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio, o maior \u00edndice j\u00e1 registrado.Mortes violentas gerais: 40.775 casos, queda de 8% e menor n\u00edvel em 13 anos, mas sem impacto positivo na viol\u00eancia contra mulheres.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perfil das v\u00edtimas<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">65,1% eram negras.Faixa et\u00e1ria predominante: entre 25 e 44 anos (56,5%).Local do crime: 62,5% ocorreram dentro da resid\u00eancia da v\u00edtima.Autores: 96,4% eram homens; em 79,8% dos casos, parceiros ou ex-parceiros.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Destaques regionais<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amap\u00e1: maior alta proporcional, com crescimento de 347,7% em um ano.Minas Gerais: 177 v\u00edtimas em 2025, aumento de 4,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2024.Outros estados: Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso registraram quedas expressivas nas mortes violentas gerais, mas feminic\u00eddios seguiram em alta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viol\u00eancia anterior<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada feminic\u00eddio costuma ser precedido por m\u00faltiplos epis\u00f3dios de agress\u00e3o:502 amea\u00e7as por mulher assassinada.182 agress\u00f5es f\u00edsicas e 79 casos de persegui\u00e7\u00e3o (stalking) em m\u00e9dia.Tentativas de feminic\u00eddio: 4.189 casos em 2025, alta de 5,9%.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento cont\u00ednuo dos feminic\u00eddios exp\u00f5e falhas graves na prote\u00e7\u00e3o das mulheres. Apesar de avan\u00e7os legais, especialistas apontam que o crime \u00e9 a express\u00e3o extrema das desigualdades de g\u00eanero e do controle exercido por parceiros \u00edntimos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o O Brasil registrou em 2025 o maior n\u00famero de feminic\u00eddios desde que o crime foi tipificado em 2015. Foram 1.571 mulheres assassinadas por raz\u00f5es de g\u00eanero, segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. 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