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Pesquisas da Quaest divulgadas no fim de abril mostram cenários muito distintos nas disputas para governador em 11 estados brasileiros

Foto: Reprodução /

Acm Neto e Jerônimo praticamente empatados na Bahia 

Enquanto alguns nomes aparecem com favoritismo consolidado, em locais como Minas Gerais e Rio de Janeiro a corrida segue altamente volátil.

 

Panorama das disputas estaduais

Estados com disputa equilibrada

– Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) estão tecnicamente empatados. Neto aparece com 41% das intenções de voto, contra 37% de Jerônimo. Apesar da boa avaliação de governo (56% aprovam), o petista enfrenta rejeição elevada (42%). O peso da política nacional é forte: quase metade dos baianos prefere um governador alinhado a Lula.

– Ceará: O cenário depende da escolha do PT. Camilo Santana (PT) lidera contra Ciro Gomes (PSDB) com 40% a 33%. Já Elmano de Freitas (PT) perde para Ciro em simulação (41% a 32%).

– Espírito Santo: Quatro pré-candidatos aparecem próximos: Paulo Hartung (19%), Lorenzo Pazolini (18%), Ricardo Ferraço (15%) e Magno Malta (15%). Disputa totalmente aberta.

– Pará: Cenário indefinido, com vários nomes competitivos e alto índice de indecisos.

– Rio Grande do Sul: Corrida equilibrada, sem liderança clara.

– Minas Gerais: O senador Cleitinho Azevedo lidera todos os cenários, à frente de Alexandre Kalil e Rodrigo Pacheco. Apesar disso, há grande volatilidade e número de indecisos.

Estados com favoritismo consolidado

– Paraná: Sergio Moro aparece na frente, com vantagem consistente sobre os adversários.

– São Paulo: O governador Tarcísio de Freitas lidera contra Fernando Haddad, mantendo favoritismo.

– Rio de Janeiro: Eduardo Paes surge com ampla vantagem sobre os concorrentes, mas o cenário é considerado volátil devido ao peso da política nacional.

– Pernambuco: João Campos (PSB) lidera contra a atual governadora Raquel Lyra (PSDB).

– Goiás: Disputa com favoritismo já encaminhado, embora menos detalhado nos levantamentos.

Fatores decisivos

– Influência nacional: Em vários estados, a escolha dos eleitores está ligada ao alinhamento com Lula ou Bolsonaro.

– Volatilidade: Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram os cenários mais incertos, com possibilidade de mudanças até o período eleitoral.

– Popularidade dos governadores: Em locais como Bahia e Ceará, a avaliação da gestão pesa fortemente na disputa.

Resumo: A Quaest mostra que, em 2026, há estados com favoritismo claro (como Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro), mas também disputas abertas e indefinidas (Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais). O peso da política nacional e a alta taxa de indecisos tornam o cenário ainda mais imprevisível.

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