Vitória da Conquista
Justiça deve apurar acusações envolvendo hospital Esaú Matos

As acusações feitas pela vereadora e candidata a deputada estadual Lara Fernandes (Republicanos) contra Wagner Alves (União Brasil), esposo da prefeita Sheila Lemos (UB), continuam movimentando o cenário político em Vitória da Conquista.
Em discurso na Câmara, Lara afirmou que Wagner estaria supostamente comprando votos por meio de procedimentos médicos realizados em hospitais municipais, chamando-o de “candidato marido da prefeita”.O único hospital público municipal, o Esaú Matos, especializado em atendimento materno-infantil, foi citado nas discussões.
Em resposta, a Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC), responsável pela gestão da unidade, divulgou nota oficial negando qualquer vínculo entre os serviços prestados e candidaturas políticas.
Segundo o comunicado, a ampliação das cirurgias ginecológicas e pediátricas integra o Programa Mais Acesso a Especialistas, dentro da estratégia de Ampliação do Acesso a Procedimentos Eletivos (PATE), em conformidade com a Resolução CIB nº 49/2026.
Caminho a seguir
Diante das acusações, o próximo passo deve ser a apuração formal por parte da Justiça Eleitoral e do Ministério Público, órgãos responsáveis por investigar possíveis práticas de abuso de poder político ou econômico. Caso sejam encontradas evidências, poderão ser instaurados processos que vão desde a abertura de inquérito até ações judiciais que podem resultar em sanções eleitorais.A Justiça deve atuar garantindo que os serviços públicos de saúde não sejam utilizados como moeda de troca eleitoral, preservando o princípio da igualdade de condições entre candidatos e a integridade do processo democrático.







