Polícia
Companheiro denuncia impedimento de socorro após morte de Thawanna Salmázi por PM em Cidade Tiradentes

Thawanna Salmázi, de 31 anos, foi morta por um disparo da policial militar Yasmin Cursino Ferreira em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, na madrugada de 3 de abril. O companheiro, Luciano Gonçalves dos Santos, afirma que foi impedido com violência de socorrer a esposa, que aguardou cerca de 40 minutos até a chegada do resgate. O caso está sob investigação da Ouvidoria das Polícias e da Corregedoria da PM.
O caso
– Data e local: madrugada de 3 de abril de 2026, em Cidade Tiradentes, extremo leste da capital paulista.
– Vítima: Thawanna da Silva Salmázi, ajudante-geral, 31 anos.
– Autor do disparo: policial militar Yasmin Cursino Ferreira.
– Circunstâncias: segundo relatos, houve um desentendimento durante patrulhamento. Thawanna foi atingida no tórax.
Depoimento do companheiro
– Luciano Gonçalves dos Santos declarou que tentou levar a esposa baleada ao hospital, mas foi impedido repetidamente pelos policiais presentes.
– Ele afirma que houve uso de violência contra ele e que Thawanna ficou agonizando até a chegada da ambulância, cerca de 40 minutos depois do disparo.
– O casal estava junto havia três anos e planejava se casar em breve.
Investigações
– Ouvidoria das Polícias: recebeu o depoimento de Luciano e solicitou à Corregedoria da PM que investigue possível omissão de socorro.
– Instituto Médico Legal (IML): confirmou que a causa da morte foi hemorragia interna aguda provocada pelo disparo.
– Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP): informou que os policiais envolvidos foram afastados do serviço operacional.
Repercussão
– O caso gerou forte comoção na comunidade de Cidade Tiradentes e nas redes sociais.
– Organizações de direitos humanos e movimentos sociais cobram transparência e responsabilização da Polícia Militar.
– Familiares e amigos destacam que Thawanna era uma mulher trabalhadora e que o casal vivia planos de construir uma família.







