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Feminicídio de Sashira Camilly: Júri popular começa em Feira de Santana

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rafael, ex-namorado da vítima, é apontado como mentor do crime. As investigações indicam que ele teria marcado um encontro com Sashira, tentou dopá-la com medicamentos e, em seguida, desferiu golpes de faca, inclusive no rosto. A jovem ainda foi deixada com vida no local.
A acusação também envolve outros dois homens. Segundo o processo, Rafael acionou Filipe Gusmão, que teria contatado Marcos Vinícius Botelho Fernandes de Almeida. Este último é acusado de aplicar o golpe conhecido como “mata-leão”, que resultou na morte da jovem. O crime ocorreu em setembro de 2021 e ganhou repercussão nacional pela brutalidade.
O julgamento foi transferido de Vitória da Conquista para Feira de Santana após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O desaforamento foi concedido diante da grande comoção social, com o objetivo de preservar a imparcialidade dos jurados e garantir a segurança do processo.
Rafael Souza Lima responde por feminicídio qualificado, agravado pelo uso de meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Também será analisada a acusação de ocultação de cadáver.
Para a família de Sashira, o julgamento representa um marco na luta contra a violência de gênero. Os outros dois acusados seguem com processos separados e ainda não têm data definida para julgamento, já que suas defesas continuam recorrendo das decisões judiciais.







