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Vereador do PT preso por suspeita de ligação com o PCC pede licença da Câmara de São Paulo

Senival Moura solicitou afastamento de 31 dias enquanto permanece preso preventivamente em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado
O vereador paulistano Senival Moura (PT) pediu licença de 31 dias da Câmara Municipal de São Paulo enquanto permanece preso preventivamente. O pedido de afastamento foi apresentado para tratar de “assuntos particulares” e passou a valer retroativamente a partir de 29 de outubro. A solicitação foi lida durante a sessão legislativa desta terça-feira (3).
A licença ocorre poucos dias após a nova prisão do parlamentar, que é investigado no âmbito da Operação Última Parada, responsável por apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do transporte público da capital paulista.
Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, Senival Moura seria um dos responsáveis ocultos pela empresa de ônibus Transunião e teria participação em movimentações financeiras investigadas pelas autoridades. As apurações apontam suspeitas de lavagem de dinheiro e possível ligação com integrantes da organização criminosa.
Esta é a segunda vez que o vereador é preso durante as investigações. Em junho deste ano, ele foi detido durante uma operação conjunta do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Ministério Público. Posteriormente, obteve liberdade por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. No entanto, voltou a ser preso em 28 de outubro após novos desdobramentos da investigação.
Com o afastamento temporário, a vaga na Câmara Municipal será ocupada pelo primeiro suplente da federação partidária, o advogado Manoel Del Rio, que assume o mandato durante o período de licença.
A defesa de Senival Moura nega qualquer envolvimento do parlamentar com organizações criminosas ou participação em esquemas de lavagem de dinheiro. Os advogados afirmam que irão adotar as medidas judiciais necessárias para contestar a prisão preventiva e defendem que não existem elementos concretos que justifiquem a manutenção da medida.
O caso segue sob investigação e ainda não há condenação judicial contra o vereador.







