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Câmara aprova pacote de benefícios que pode gerar supersalários a servidores, impacto de 1 bilhão aos cofres públicos 

Foto: Reprodução 

Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto de reestruturação das carreiras de seus servidores que abre espaço para vencimentos acima do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil. A medida inclui novas gratificações e indenizações que, somadas, podem elevar salários a patamares próximos de R$ 77 mil mensais.

O que muda

Entre os pontos aprovados estão:

– Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que pode variar de 40% a 100% sobre o salário-base.

– Licença compensatória, que permite a conversão de folgas não usufruídas em indenização financeira, isenta de Imposto de Renda.

– Reajuste nos pisos salariais de analistas e técnicos legislativos.

– Extinção de gratificações antigas, substituídas por novos adicionais.

Impacto financeiro

O custo estimado da medida ultrapassa R$ 1 bilhão por ano. A votação ocorreu em regime simbólico, sem registro nominal dos votos, o que acelerou a tramitação e reduziu espaço para debate público.

Repercussão

A aprovação gerou críticas de especialistas e de parte da sociedade civil, que apontam para a criação de privilégios e distorções no serviço público. O teto constitucional foi instituído justamente para evitar supersalários.

Parlamentares que defenderam o projeto argumentam que a valorização do corpo técnico do Legislativo é necessária para manter a competitividade frente a outras carreiras de Estado, como magistratura e Ministério Público.

Em meio a discussões sobre ajuste fiscal e prioridades sociais, a decisão da Câmara reacende o debate sobre privilégios no funcionalismo e o respeito às regras do teto salarial.

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