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Venezuela: Caracas admite vítimas de operações militares dos EUA e acusa Washington de execuções

A Venezuela reconheceu oficialmente, pela primeira vez, que cidadãos do país morreram em ataques realizados pelos Estados Unidos no Caribe, classificando os episódios como “assassinatos”. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que afirmou que, como não há guerra declarada entre os dois países, as mortes não podem ser justificadas como atos de combate.
Contexto dos ataques
– Desde setembro, os EUA realizaram operações militares contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico.
– Segundo informações divulgadas pela imprensa venezuelana, cerca de 80 a 83 pessoas morreram nesses bombardeios, sem que provas concretas de envolvimento com o narcotráfico tenham sido apresentadas.
– O governo venezuelano acusa Washington de usar essas operações como pretexto para enfraquecer o presidente Nicolás Maduro e desestabilizar o país.
Declarações de Jorge Rodríguez
– Em coletiva de imprensa, Rodríguez afirmou: “Não há guerra declarada entre a Venezuela e os Estados Unidos, portanto, isso só pode ser classificado como assassinato”.
– Ele se reuniu com familiares das vítimas e anunciou a criação de uma comissão parlamentar para investigar os ataques.
– Rodríguez também destacou que as ações violam as Convenções de Genebra e o direito internacional humanitário.
Repercussão internacional
– A Venezuela solicitou à ONU que investigue os fatos, classificando-os como execuções extrajudiciais.
– O jornal The Washington Post revelou que o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, teria dado uma ordem verbal para “matar todos” durante o primeiro ataque.
– O presidente Donald Trump confirmou ter conversado por telefone com Nicolás Maduro recentemente, mas não deu detalhes sobre o conteúdo da ligação.
Implicações políticas
– O episódio intensifica a já delicada relação entre Caracas e Washington, marcada por sanções econômicas e acusações mútuas.
– A narrativa de “assassinatos” reforça a estratégia venezuelana de buscar apoio internacional contra os EUA, ao mesmo tempo em que mobiliza a opinião pública interna.
– Caso a ONU aceite investigar, o tema pode ganhar relevância global, ampliando a pressão diplomática sobre Washington.







