Brasil
Caminhoneiros pressionam Senado com nova paralisação

Os caminhoneiros iniciaram nesta segunda-feira (13) uma paralisação nacional em portos e rodovias, em protesto pela demora do Senado Federal em votar a Medida Provisória (MP) do Frete Mínimo.
A mobilização foi convocada por Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).O que está em jogoA MP 1.343/2026, aprovada pela Câmara dos Deputados em junho, estabelece regras mais rígidas para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário.
O texto precisa ser votado pelo Senado até quinta-feira (16), sob risco de perder validade.
Entre os principais pontos:
Multas pesadas para empresas que descumprirem o piso, podendo chegar a R$ 1 milhão.Registro obrigatório das operações de transporte com o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).Pagamento antecipado de 70% do valor do frete antes da viagem.Piso salarial de R$ 5 mil mensais para motoristas de longa distância, aprovado pela Câmara, mas que deve ser retirado pelo Senado.
Mobilização e impactos
Protestos registrados em estados como São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Pernambuco, com bloqueios parciais e manifestações em portos. Categoria dividida: enquanto a Abrava lidera a paralisação, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) optou por manter negociações com o governo.Risco de desabastecimento: lideranças alertam que, sem a aprovação da MP, o país pode enfrentar crise semelhante à greve de 2018.
Setor produtivo: empresários criticam o piso mínimo, alegando aumento de custos logísticos e impacto nos preços ao consumidor.







